DOSE DE REFORÇO PASSA A SER LIBERADA PARA TODOS ADULTOS

Adultos maiores de 18 anos podem tomar a terceira dose 5 meses após a segunda ou dose única.

Desde a última terça-feira, dia 16, é que o Ministério da Saúde anunciou mudanças nos cronogramas de vacinação contra a Covid-19, reduzindo o intervalo entre a 2ª e a 3ª dose do imunizante de 6 para 5 meses. Outra mudança foi em relação ao público-alvo, passando a contemplar todos os adultos com esquema vacinal completo com idade igual ou superior aos 18 anos, e não somente os profissionais da saúde, imunossuprimidos e pessoas com 60 anos ou mais.

De acordo com o Ministério, a decisão foi tomada após estudos científicos que mostram maior eficácia após a redução do prazo para se vacinar, ou seja, passando 5 meses após receber a 2ª dose a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para tomar a dose de reforço.

JANSSEN

Para quem tomou a vacina da Janssen, categorizada como um imunizante de dose única, terá que tomar uma segunda dose, servindo de reforço, de acordo com a pasta da saúde do Governo Federal. O prazo para tomar a dose extra segue o mesmo prazo para quem tomou vacinas de outros laboratórios e agora necessita de uma dose a mais.

COVID AO REDOR DO MUNDO

Na Europa, novos casos de Covid-19 surgem a cada dia em diversos países, principalmente nos do leste europeu, como Eslovênia, Croácia, Geórgia, Lituânia entram com os maiores índices de novos casos no continente. Além disso, Reino Unido, Alemanha, Áustria, França e Rússia apresentam uma nova onda de contaminação entre a população, com médias diários de casos registrados na casa dos 40 mil infectados.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os estudos mostram diversos fatores para tornar as nações europeias o atual epicentro da pandemia. Entre os motivos que levam aos números alarmantes, estão a troca de estação, chegando o frio rigoroso, fazendo com que as pessoas se aglomerem em ambientes fechados, alertam as pesquisas.

Além disso, a baixa adesão e diferentes esquemas de implantação da vacinação, colaboram para números assustadores, já que somente 47% da população da Europa e Ásia Central estão com o esquema vacinal completos, sendo que 2 países têm apenas 10% dos cidadãos vacinados.

BRASIL EM ALERTA

Mesmo com altos índices de vacinados em quase todas as Unidades federativas, chegando a ter Estados com 100% da população vacinada com a primeira dose, de acordo com especialistas, o Brasil deve se atentar com os fatos negativos que estão ocorrendo no velho mundo para tirar lições positivas e alertar a população sobre os riscos que ainda pairam no ar.

O avanço da vacinação na Europa no início da pandemia fez com as autoridades relaxassem em relação aos protocolos de higiene, como o fim da obrigatoriedade do uso da máscara e flexibilização precoce das medidas restritivas.

Para o infectologista da Fundação Oswaldo Cruz, Júlio Croda, há dificuldades de adesão à vacina na Europa, que não tem falta de vacinas, porém tem uma resistência considerável de movimentos antivacinas.

“Tem o negacionismo, o movimento antivacina é muito forte e a falta dos governos que coloquem em prática medidas restritivas como o passaporte vacinal e estratégias de convencimento e de comunicação para conscientizar as pessoas de que é importante se vacinar levam a esse caos. A vacina não é um ato individual, é um ato coletivo, se todo mundo se vacinar teremos menos circulação do vírus”, destaca.

No Brasil o índice de pessoas que são contra a vacinação é muito menor e não traz tanto impacto igual aos países europeus e dos Estados Unidos, o pesquisador reforça que o contexto global deve servir de alerta para o país.

“O Brasil deve se preocupar sim. Ano passado, neste mesmo momento, tínhamos um número reduzido de casos. Flexibilizamos, houve aglomerações associadas às festas de fim de ano e houve um aumento de casos no país com o surgimento da variante Gama”, pontua.

Segundo Croda, a retomada de atividades e o convívio social com segurança depende da imunização completa e da manutenção do uso de máscaras.

“Garantir que está totalmente imunizado reduz a transmissão. O grupo apto para receber a terceira dose deve realizar isso o mais breve possível para garantir mais proteção. Manter o uso de máscaras e evitar aglomerações é fundamental, são medidas que diminuem a transmissão”, conclui. 

Acesso Rápido

Skip to content