ZOONOSE PROMOVE AÇÃO NOS BAIRROS AFETADOS PELA ESPOROTRICOSE

A Prefeitura de Mairiporã, através da Secretaria Municipal da Saúde, desde a última quinta-feira (8), tem desenvolvido nos bairros Jardim Celeste, Jardim Spada e Jardim Odorico, ações de educação e conscientização sobre a Esporotricose, uma doença de pele causada por fungos, que está acometendo vários gatos da região, mas que também pode atingir o ser humano, sendo, portanto, uma zoonose.

 Desde de Fevereiro de 2020, existe vários relatos de animais com sinais da doença nos bairros. Cerca de 20 gatos foram ou estão sendo acompanhados pelo Setor de Zoonoses, com avaliação periódica e fornecimento de medicação. Destes gatos, 3 morreram, 2 receberem alta do tratamento e 3 foram eutanasiados, 2 deles só na última semana.

Segundo a médica veterinária Dra. Ana Beatriz, que acompanha os casos, 90% dos gatos notificados e acompanhados são machos adultos, e 70% deles não estavam castrados. E o pior, a característica comum de todos os animais é ter acesso livre a rua, o que propicia a convivência entre esses gatos. Além da disputa por território, a transmissão da doença entre eles se torna evidente.

MAS… O QUE É ESPOROTRICOSE?

É uma dermatite, causada por um fungo chamado Sporothrix, que habita normalmente a terra e qualquer matéria orgânica vegetal (madeira, tronco de árvores, folhas, e, principalmente, espinhos de plantas.). Por muito tempo foi conhecida como uma doença de trabalho rural e de jardineiros, exatamente por esses trabalhadores terem mais contato com a terra e com as plantas.

Mas de uns tempos para cá, a doença se tornou urbana, atingindo também os gatos, principalmente por eles terem o hábito de enterrar suas fezes e “afiar” suas unhas em tronco de árvores e madeiras. Uma vez que o gato é acometido pelo fungo, ele desenvolve nódulos e feridas, inicialmente na região das patas, face e orelhas, podendo também haver aumento de volume no focinho e a respiração também fica ruidosa com espirro.

 

Já no homem, as lesões, geralmente, são em forma de vários nódulos pequenos, principalmente nas mãos e antebraços, podendo progredir para feridas e “ínguas” nas axilas, causando dor intensa.

 

TRANSMISSÃO

A transmissão é muito fácil e pode ocorrer de gato para gato, e de gato para o ser humano, uma vez que o animal, com a doença, arranhe a pele de seu tutor ou qualquer outro indivíduo.

Por este motivo, toda vez que se for pegar o animal, é recomendado o uso de luvas grossas (exemplo: luva de raspa de couro). Caso ocorra o contato direto com o animal, deve-se lavar muito bem o local, com água, sabão e água sanitária.

Contudo, a doença possui tratamento, tanto para o homem quanto para o gato. Apesar de ser aparentemente simples, é um tratamento longo, variando de 4 meses até 1 ano, podendo causar efeitos colaterais, principalmente gastrointestinais.

É importante destacar que, todo animal doente, com suspeita de esporotricose, deve ser isolado das pessoas e de outros animais, ficando recolhido em local seguro, e que não permita fugas.

Caso o animal doente venha a óbito, é essencial que o corpo seja cremado e não enterrado, pois a micose contamina o solo e aumenta o risco de outros animais se infectarem.

Por isso, sempre que houver alguma suspeita ou dúvida quanto a Esporotricose, você deve entrar em contato com o Setor de Controle de Zoonoses da Secretaria da Saúde, a equipe te orientará da melhor maneira.

E LEMBREM-SE!!!!

Um animal nunca deve ser envenenado/assassinado ou abandonado. Além de ser configurado crime de maus tratos, o animal que morre e não tem o seu corpo no destino adequado, pode contaminar ainda mais o solo. Uma vez que, o animal abandonado, além de sofrer pela falta do tratamento adequado, muitas vezes pode transmitir a doença para outros animais.

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